PATRONO

O MCC não poderia ter melhor patrono que São Paulo Apóstolo! Afinal, nasceu sob o signo da ‘busca aos afastados’ e Paulo, o apóstolo dos gentios, fez do esforço ingente para levar Cristo a todos os povos a razão última de sua vida.

Foi no fim de 1963 que o papa Paulo VI presenteou o MCC com  essa dádiva: um patrono para nos servir de modelo e guia.

Abaixo reproduzimos o documento que oficializou essa  escolha.

 

BREVE PONTIFÍCIO  PARA PERPÉTUA MEMÓRIA

São Paulo,  Patrono dos Cursilhos de Cristandade

 

Floresce, felizmente, na Espanha e em outras partes do mundo, um movimento de apostolado ou escola de espiritualidade cristã, que tem por objetivo fazer com que os leigos, com a ajuda da graça divina, cultivem a vida espiritual, conheçam mais profundamente a Cristo e sua doutrina, acorram    com    frequência    à    fonte    sobrenatural    dos   sacramentos, preocupem-­se com o bem dos outros e prestem sua cooperação aos que exercem o ministério sagrado.

Esse método de ensino cristão, comumente chamado de “Cursilhos de Cristandade", que já se estende a um grande número de fiéis, tem produzido frutos abundantes: renovação cristã da vida familiar, em conformidade com a lei divina; vitalização das paróquias; fiel cumprimento dos deveres, tanto privados como públicos, de acordo com os ditames da  consciência.

Tudo isso tem trazido grande satisfação aos bispos e outros pastores de almas. E não seria justo ignorar  que  as fileiras daqueles que lutam sob a bandeira de Cristo na associação da Ação Católica receberam notável alento com os novos integrantes que lhe proporcionou esse método de formação cristã, e que muitos deles abraçaram o sacerdócio ou, abandonando o mundo, consagraram-­se a Deus na vida religiosa.

Todos reconhecem como um modelo a imitar e como protetor a quem recorrer o apóstolo Paulo, de cuja vinda   à Espanha celebra-­se agora o décimo nono centenário, comemoração solene, na qual os cursilhistas tiveram destacada participação. Por desejo expresso dos cursilhistas, em nome dos bispos e seu  próprio,  nosso  amado filho Benjamin de Arriba y Castro, cardeal presbítero da Santa  Igreja  Romana,  arcebispo  de  Tarragona, nos pediu declaremos o Apóstolo dos gentios patrono celestial dessa nova forma de apostolado laical.

Concordando de muito bom grado com esse pedido, após consulta à Sagrada Congregação dos Ritos, Nós, com convicção, e após madura reflexão, com a plenitude de Nossa autoridade apostólica, em virtude desta  carta e para perpetuidade, nomeamos, constituímos e declaramos o abençoado Apóstolo Paulo “padroeiro celestial" diante de Deus desse apostolado dos leigos ou método de espiritualidade cristã conhecido sob o  nome de “Cursilhos de Cristandade", com todas as honras e privilégios litúrgicos devidos a tal título. Sem que obste nada em contrário.

Assim o decretamos e dispomos, ordenando que palavras desta carta sejam e permaneçam sempre firmes, válidas e eficazes, e produzam e obtenham plena e integralmente todos os seus efeitos, e beneficiem agora e no futuro, a todos aqueles a quem se referem ou aos que poderiam referir­-se, e assim deve ficar entendido e definido, considerando-­se nulo e sem efeito, o que quer que, consciente ou inconscientemente, se pretenda contra estas letras por  parte de qualquer autoridade.

Dado em Roma, junto a São Pedro, sob o anel do Pescador, em 14 de dezembro de 1963, o primeiro ano do Nosso pontificado.

Papa Paulo VI, Roma

“Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.”

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