ARTIGOS

Onde andam nossos irmãos?

Pe Carlos SAnson C.SS.R.

Já tenho ouvido inúmeras vezes os seguintes comentários: “Pouca gente na Ultreya, hoje!” ou, “Não se vê muitos dos antigos numa saída de Cursilho”. Ou ainda, “Tem aumentado a presença de Cursilhistas nas Clausuras, mas onde andam os outros milhares”?

E eu também me pergunto: “Onde será que andam os nossos irmãos, que fizeram o Cursilho? Será que só “passaram” pelo Cursilho? Ou será que estão vivendo o seu “Pós­-Cursilho” em ritmo de Igreja?

Na minha função de Assistente Espiritual do Movimento de Cursilhos, sempre resisti à tentação de fazer um levantamento completo sobre o pós-­cursilho (sindicância?) dos milhares de irmãos que fizeram o Cursilho nesta arquidiocese de Curitiba.

Os motivos são vários. Primeiro, se descobríssemos que uma porcentagem mínima – quod Deus advertat – está perseverando, seria uma imensa frustração. Segundo, se for uma enorme porcentagem de perseverantes, nossa vaidade nos levaria a acomodarmo­-nos. E por último, os meios de perseverança que o MCC oferece – Ultreya, Reunião de Grupo, Escola e Encerramentos – não são os únicos de perseverar.

Aqui na paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde me encontro, há mais de dez anos, tenho observado que o Cursilho despertou muita gente a engajar­-se na vida da Igreja no sentido mais amplo da palavra:  Comunidade eclesial estruturada (paróquia e Diocese) e nas Estruturas seculares a serem permeadas pelo espírito cristão.

Sem ter pedido permissão aos meus paroquianos, gostaria de citar alguns nomes – a lista toda seria muito extensa – de pessoas, que são atuantes e verdadeiros apóstolos desde que fizeram o Cursilho.

Espero não estar ferindo a modéstia desses meus irmãos. Acredito, porém, que esse “ferimento”, se houver, será por uma nobre causa: O TESTEMUNHO DE PERSEVERANÇA E DOAÇÃO!

TESTEMUNHOS:

Há quanto tempo não vemos o Alois Otto Kompstescher (Cursilho 70 de São Paulo) e Silvio Felício Bertoldi (Curs. 71 SP)! Antes de serem realizados Cursilhos em Curitiba, foram enviados a São Paulo para serem os pioneiros do MCC de Curitiba. Até hoje quando encontro com o Komptscer na missa de domingo, ele apresenta a vibração de alguém que acabou de sair do Cursilho.

O Sílvio tem um coração maior que os cento e alguns quilos que ele pesa. Durante muitos anos ele e sua esposa Inez foram o esteio do canto litúrgico nesta paróquia. Deram vida às celebrações litúrgicas. Hoje estão engajados em outra  paróquia.

Carlito e Yolanda Meister (4º Curs de Curitiba). Muito raramente aparecem a uma Ultreya ou Clausural. No entanto a organização escalação de comentaristas para a missa dominical é o trabalho eficiente do Carlito. E a Yolanda (Yole) está sempre ao seu lado, quando não anda catequisando alguém.

Manfred e Maria Terese Schmid – Ele é o presidente do Conselho Paroquial (6º Curs.) ela é a mãe dos pobres. Às vezes penso que ela deveria chamar-­se “Marta”.

Eu poderia citar muitos irmãos cuja ação apostólica nesta paróquia e em outros lugares da diocese são um testemunho de cristãos autênticos. Mas isso nos levaria muito longe e eu teria que citar todas as atividades desta paróquia.

Para concluir esta parte dos testemunhos, quero citar apenas dois testemunhos de pastoral ambiental.

Visitem a Ternular, uma instituição para meninas menores que se transviaram. Vocês vão descobrir que o espírito religioso dessas meninas é devido, em grande parte, ao Caetano e Etelvina D´Angelis (20 Curs.) que ali exercem um apostolado abnegado. Mais ainda, uma das coordenadoras dessa instituição é Ely Nalini (39 Curs.), que é responsável em organizar  a instituição com espírito cristão.

O outro exemplo de animação do ambiente está no Grupo Conselheiro Zacarias. Às vezes, fico na dúvida para saber se o Ênio Marques Vianna, que já foi atuante nesta Revista “Emmanuel”, e hoje quase não aparece às Ultreyas e Encerramentos, é tão bom dentista das crianças quanto cristão. Sua dedicação é incomparável.

CONCLUINDO...

Eu gostaria de sugerir àqueles que se preocupam com o número de Cursihistas presentes aos atos do Cursilho, que continuem a preocupar­-se com os ausentes a esses atos, mas para verificar se seu amigo está engajado e comprometido com a Igreja, ou o que você poderá fazer para que o Cursilho não tenha sido em vão para o ausente.

Pe. Carlos Sanson C.SS.R. Revista Emmanuel, Edição de Março, 1983, Ano 12 – nº 87, p. 20.

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